O gospel
é, por natureza, um género de música inclusiva. A flexibilidade em permitir a
qualquer intérprete traduzi-la em algum estilo musical, desde os mais eruditos
até aos mais populares, faz do gospel uma música que não excluiu a ninguém.
Ainda assim, em Moçambique, país focado na produção massiva de ritmos seculares
e, não raras vezes, com qualidade repreensível, é pouco conhecido.
Em
Chimoio, Beti Mutunguazi, a concertista-gospel do grandioso mês de Março,
momento em que o mundo celebra o Dia da Mulher, têm consciência desta
realidade. Por isso, concebe o seu espetáculo agendado para o dia 25 de Março
no Cine Montalto, como um movimento contra essa corrente. “Queremos que as
pessoas conheçam a Beti e, a partir dela, a música gospel. É importante que se saiba
que independentemente de ser ou não cristãs – as pessoas podem gozar da música
gospel”, refere.
